
Introdução: quando medicamentos não bastam para aliviar os sintomas prostáticos
Com o passar dos anos, muitos homens começam a perceber mudanças no seu padrão urinário: jato fraco, sensação de bexiga cheia mesmo após urinar, idas frequentes ao banheiro — especialmente durante a noite — e dificuldade para iniciar a micção. Esses sintomas geralmente estão relacionados à hiperplasia prostática, que é o aumento benigno da próstata. Quando os medicamentos deixam de ser suficientes, a ressecção endoscópica da próstata pode representar uma solução eficaz, moderna e segura. Neste artigo, você vai entender tudo sobre essa cirurgia: como funciona, quando é indicada e quais os seus benefícios.
O que é a ressecção endoscópica da próstata?
A ressecção endoscópica da próstata, também conhecida como RTU ou RTUP (Ressecção Transuretral da Próstata), é um procedimento cirúrgico que remove parte da próstata por via uretral — ou seja, sem cortes externos.
Trata-se de uma técnica minimamente invasiva, que utiliza um aparelho chamado ressectoscópio, introduzido pela uretra. Com ele, o cirurgião visualiza o interior da próstata e remove o excesso de tecido que está comprimindo a uretra e dificultando a passagem da urina. Essa retirada é feita com uma alça elétrica que corta e cauteriza simultaneamente.
Esse procedimento é indicado especialmente para pacientes que sofrem com os efeitos do aumento prostático e que não tiveram bons resultados com o tratamento medicamentoso.
Se você ainda não conhece o que é a hiperplasia prostática, recomendamos a leitura do artigo “Diferença entre câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna”, que ajuda a entender os dois quadros e suas implicações.
Quando a cirurgia é indicada?
A ressecção endoscópica da próstata não é indicada para todos os casos de próstata aumentada. Ela geralmente é considerada em situações como:
- Sintomas urinários intensos que afetam a qualidade de vida.
- Falha do tratamento medicamentoso.
- Retenção urinária recorrente ou permanente.
- Infecções urinárias de repetição associadas à obstrução prostática.
- Presença de cálculos na bexiga.
- Sangramentos persistentes de origem prostática.
Vale destacar que a cirurgia é, em geral, indicada para pacientes com próstata de tamanho moderado (até cerca de 80 gramas). Próstatas muito grandes podem exigir técnicas alternativas, como a cirurgia a laser, que você pode conhecer melhor no artigo “Cirurgia HOLEP de próstata: técnica a laser para tratar o aumento prostático”.
Como é realizado o procedimento?
O procedimento é feito em ambiente hospitalar e dura cerca de 40 a 90 minutos. Após anestesia raquidiana ou geral, o ressectoscópio é inserido pela uretra até alcançar a próstata. A alça elétrica remove o excesso de tecido, cauterizando os vasos ao mesmo tempo para evitar sangramentos.
Ao final, uma sonda vesical é colocada para facilitar a drenagem da urina e permitir a irrigação da bexiga. Essa sonda permanece por cerca de 1 a 3 dias, e o tempo de internação costuma ser curto — em média, 1 ou 2 dias.
O paciente pode retomar as atividades cotidianas gradualmente, seguindo orientações médicas específicas.
Quais são os benefícios da ressecção endoscópica?
A técnica é considerada o padrão-ouro tradicional para o tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna, especialmente quando não há acesso a métodos mais avançados.
Entre os principais benefícios, podemos destacar:
- Técnica minimamente invasiva, sem necessidade de cortes externos.
- Melhora rápida do jato urinário e redução dos sintomas obstrutivos.
- Alívio duradouro dos sintomas em grande parte dos casos.
- Recuperação relativamente rápida, com retorno às atividades habituais em poucos dias.
- Procedimento amplamente disponível em hospitais e clínicas urológicas.
Vale lembrar que, apesar dos avanços tecnológicos, essa cirurgia ainda é amplamente realizada e segura, especialmente quando conduzida por um urologista experiente.
Riscos e efeitos colaterais possíveis
Embora seja um procedimento consagrado e seguro, a ressecção endoscópica da próstata pode apresentar alguns efeitos colaterais, geralmente temporários:
- Ardência ao urinar nos primeiros dias.
- Presença de sangue na urina.
- Sensação de urgência ou frequência urinária aumentada.
- Espasmos na bexiga.
Entre as complicações menos comuns, estão:
- Infecções urinárias.
- Estreitamento da uretra (estenose).
- Sangramentos mais intensos.
- Ejaculação retrógrada (condição em que o sêmen vai para a bexiga em vez de sair pela uretra, sem comprometer a função sexual).
Esses efeitos são geralmente controlados com acompanhamento médico adequado e tendem a desaparecer com o tempo.
Qual a diferença entre a ressecção e a cirurgia a laser?
Ambas são técnicas cirúrgicas eficazes, mas com algumas diferenças importantes. A ressecção endoscópica é amplamente conhecida e indicada para próstatas de pequeno a médio porte. Já a cirurgia a laser (como a HoLEP) é mais moderna, com menor risco de sangramento e pode ser usada em próstatas de grande volume.
O importante é lembrar que ambas têm o mesmo objetivo: desobstruir a uretra e restaurar o fluxo urinário. O tipo ideal de cirurgia dependerá do perfil clínico do paciente, do tamanho da próstata e da estrutura disponível no hospital.
Caso você deseje entender melhor os sintomas iniciais que levam à avaliação prostática, recomendamos a leitura do artigo “Sintomas iniciais do câncer de próstata: sinais que merecem atenção”.
Dr. Bruno Carvalho – Cirurgias minimamente invasivas com segurança e experiência
O Dr. Bruno Carvalho é urologista atuante na cidade do Rio de Janeiro, com consultórios em Copacabana e Barra da Tijuca, além de participação ativa no corpo clínico do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Ele realiza procedimentos modernos como a ressecção endoscópica da próstata e a cirurgia HoLEP, sempre com foco na individualização do atendimento e na segurança do paciente. Reconhecido por seu comprometimento ético e técnico, o Dr. Bruno oferece opções cirúrgicas que aliam tecnologia, menor tempo de recuperação e resultados consistentes.
Conclusão: liberdade urinária com menos invasão e mais resultado
A ressecção endoscópica da próstata continua sendo uma das soluções mais eficazes e acessíveis para o tratamento dos sintomas urinários causados pela hiperplasia prostática. Seu caráter minimamente invasivo, a rápida recuperação e a ampla disponibilidade em hospitais a tornam uma alternativa de excelência — principalmente quando conduzida por um profissional experiente.
Se você convive com sintomas como jato urinário fraco, dificuldade para esvaziar a bexiga ou necessidade frequente de urinar, saiba que isso não precisa ser normal. Converse com um urologista Rio de Janeiro de confiança e descubra se esse procedimento pode ser o próximo passo para recuperar sua qualidade de vida.
Para aprofundar seu conhecimento sobre o assunto, veja também os artigos:
“Como é feita a cirurgia de próstata a laser: passo a passo e benefícios”
“Saúde da próstata: cuidados essenciais para prevenção e bem-estar”.
